Falta verba para retirada de barreiras
Ainda são muitas as residências em Brusque que continuam com barreiras caídas desde as enxurradas de novembro do ano passado e no verão deste ano. As propriedades mais afetadas foram atendidas pelo Deinfa, conforme relatório de prioridades da Defesa Civil municipal.
No entanto, Jones Bósio, que é diretor geral na SDR, disse para os ouvintes da Cidade que estão descartadas novas verbas do governo do Estado para ajudar os que ficaram sem atendimento. Bósio salientou que a população deve, sim, cobrar da prefeitura municipal que, segundo ele, teria assumido publicamente o compromisso de investir mais de 2 milhões de reais para auxiliar estas famílias.
O diretor da Defesa Civil local, Eliseu Muller Junior, voltou a reafirmar que a verba existe e que já foi licitado o maquinário. A empresa que prestará o serviço também está definida. Porém, o maior entrave, segundo ele, continua sendo o fator tempo. A umidade excessiva impossibilita o trabalho das máquinas.
Conforme Elizeu, não existe possibilidade de se colocar uma máquina de 30 toneladas para trás de uma residência onde houve queda de barreira. Com o barranco completamente desestabilizado, o peso que máquina poderia ocasionar o que se chama de ‘geologia rotacional’. Ou seja, o peso do equipamento pressionaria o barranco, que levantaria a residência, possivelmente estourando a mesma na parte frontal.
Segundo Elizeu, é necessário que a barreira esteja totalmente seca para que a máquina não ocasione maiores danos às residências.


